Cães e gatos podem ter convivência pacífica; saiba como facilitar a adaptação

Lívia Marra

“Eles são como cão e gato”. Você já deve ter ouvido algo parecido para indicar que duas pessoas não se dão bem. Mas basta uma olhadinha pelas redes sociais: são várias as imagens dos peludos brincando juntos, dormindo encostadinhos.

Afinal, cães e gatos podem viver na mesma casa e ser amigos? A resposta é sim —mas, talvez, isso exija preparação e cuidados extras do tutor.

Para marcar o Dia Mundial do Gato, lembrado nesta segunda (17), o blog conversou com um especialista e reuniu dicas para adaptação e convívio tranquilo.

Antes de mais nada: por que dizem que cães e amigos são inimigos? “Essa crença surge por conta do instinto de caça que os cães possuem, aliados ao comportamento do gato de fugir quando encontra um possível predador —o que faz com que os cães imediatamente saiam correndo atrás dos bichanos. Mas sabemos que podemos ativar outras características do cão, como o de pertencimento a um grupo, tornando a convivência super pacífica”, afirma Daniel Svevo, veterinário e sócio-diretor da Cão Cidadão.

Ao unir as duas espécies, é preciso pensar na segurança dos pets. Por isso, ao serem apresentados, o cachorro pode estar preso em uma guia e o gato, dentro de uma caixa de transporte.

Além disso, é preciso entender o histórico dos bichinhos, como por exemplo se é um cachorro muito bonzinho ou que tem instinto de caça apurado, se o gato é um filhote curioso ou um adulto que nunca conviveu com outros animais. Isso vai interferir no nível de cuidado a ser adotado na aproximação.

A relação de confiança pode demorar. E não bastam paciência e persistência. É importante sempre associar um ao outro com coisas boas, como petiscos, carinhos e brincadeiras.

“De uma maneira geral, trabalhamos de maneira gradual, tentando mostrar que a presença um do outro traz coisas boas, como carinhos e petiscos gostosos”, afirma Svevo.

É possível que ambos habitem o mesmo imóvel mesmo que a situação na seja totalmente amigável, mas o tutor deve sempre respeitar e atender as necessidades de cada animal —e prezar pela segurança e bem-estar deles.

Segundo o veterinário, é importante que o cão tenha treinamento de obediência. “Assim fica muito mais fácil controlá-lo, além de ajudar com os treinos de associação positiva.”

Svevo lista mais três dicas para uma convivência pacífica:

– Acostumá-los que na presença um do outro ocorram coisas boas, como momentos de carinho, escovação e alimentação;

– Oferecer verticalização do ambiente para os gatos, ou seja, colocar prateleiras e nichos de observação e descanso que fiquem altos, e que os cães não tenham acesso —assim, o gato poderá andar com tranquilidade pelo ambiente;

– Espalhar as caixas de areia e pontos de alimentação/bebedouros para que não fiquem sempre se trombando nas rotas da casa, além de sempre existir uma possível rota de fuga.

(Imagem: Adobe Stock)

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