Dar pet de presente é boa ideia? Entenda os cuidados

Você já deve ter visto algum vídeo em rede social de alguém se emocionando ao ganhar um pet de presente. Ou um filme, onde a surpresa tem quatro patas e vem embalada com um laço ou dentro de uma caixa.

São cenas de derreter o coração e que mostram que animal de estimação pode, sim, ser o melhor presente da vida de uma pessoa. Mas nem sempre é uma boa ideia.

No impulso de demonstrar amor e fazer alguém feliz, quem oferece um pet muitas vezes não se lembra que 1) animal não é um brinquedo; 2) vive mais de dez anos; 3) precisa de atenção constante; 4) a adaptação exige paciência; 5) o cuidado envolve alimentação correta, saúde, lazer e custos. E não custa reforçar: filhotes crescem.

Um bichinho é a melhor companhia, enche a casa de alegria e de amor incondicional. Mas, seja comprado ou adotado, requer responsabilidade e compromisso para a vida toda. Portanto, é preciso saber se o candidato a tutor está preparado para cuidar de uma vidinha e se todos da família estão de acordo em receber o novo integrante.

ABANDONO

No período de férias e festas de fim de ano crescem os casos de abandono —e não só no Brasil. Em Portugal, a Sociedade Protetora de Animais do Porto até suspende as doações na época das festas para evitar que, depois, os pets sejam abandonados ou devolvidos. A ONG defende que “animal não é presente”.

Por aqui, ONGs constatam há anos o aumento do abandono no começo do verão. Tanto que o dezembro verde é uma campanha para conscientizar contra o abandono —que é crime.

Para refrescar a memória, protetores constantemente compartilham que “animal não é brinquedo”.

Uma pesquisa conduzida no Brasil pelo Ibope e o Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal Waltham, da fabricante de alimentos Mars Petcare, mostra que são vários os motivos que geram o abandono ou a devolução de pets aos abrigos.

Enquanto 41% dos tutores afirmam que levariam o animal junto caso tivessem que se mudar, 14% justificam o abandono alegando motivos que poderiam ser contornados, como não ter tempo para cuidar como gostaria; comportamento inadequado do animal; nascimento de filho; não ter com quem deixar o pet na hora de viajar.

QUER ADOTAR?

Confira dez dicas do programa Pedigree Adotar é Tudo de Bom, que promove a consciencialização e mobilização para a causa da adoção:

– Quanto menor é a casa, menor deve ser o pet. Cachorros grandes, em um ambiente pequeno, podem ter problemas de adaptação;

– Antes de adotar ou adquirir um animal, importante considerar o tempo médio de vida que é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados. Não faça nada por impulso;

– Pesquise sobre as características do animal e veja se ele é compatível com o seu estilo de vida e perfil;

– Caso você já tenha outros pets em casa, apresente o novo morador de forma gradual e fique sempre atento à convivência;

– Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. E na hora do passeio, leve os cães com uma coleira ou guia, contendo uma plaquinha de identificação com os dados de contato do tutor;

– Evite as crias indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações;

– Cães e gatos precisam de alimentação de qualidade e muita água fresca e limpa;

– Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao Médico-Veterinário. Dê banho, escove e exercite-o;

– Zele pela saúde psicológica do pet. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele;

– O Brasil tem milhões de cães e gatos abandonados. Esqueça o mito característico da adoção: pets adultos se adaptam com facilidade às mudanças.

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