Veja dicas para cuidar dos pets na primavera

Lívia Marra

A primavera começa nesta segunda (23), e dias ensolarados e vegetação exuberante são convite a passeios ao ar livre com o pet. Mas, nesta estação, problemas respiratórios e intoxicações por ingestão de plantas ocorrem com mais frequência.

As alergias respiratórias, quando associadas à baixa umidade, favorecem as infecções oportunistas, segundo o médico-veterinário Carlos Augusto Donini, presidente da Comissão Técnica de Políticas Públicas do CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária).

Há ainda o risco de o animal sofrer de alergia ao pólen e com intoxicação por ingestão de adubo ou plantas tóxicas, comuns em parques e jardins, como azaleia, comigo-ninguém-pode, crisântemo e dama da noite. O perigo deve ser evitado também dentro de casa, com a escolha cautelosa das plantas.

A médica-veterinária Carolina Saraiva Filippos, da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, afirma que outras causas de crises alérgicas são as picadas de abelhas e formigas.

Nesta época também há alta incidência de pulgas, pernilongos e carrapatos —que são responsáveis pela transmissão de doenças graves e letais se não diagnosticadas e tratadas a tempo.

Por isso, independentemente dos cuidados em cada estação do ano, fique sempre de olho no seu peludinho. E não esqueça de manter em dia a vacinação e a prevenção de parasitas.

DICAS

Veja nove recomendações do CRMV para a primavera:

– Mantenha o conforto térmico e respiratório dos animais em ambientes frescos, arejados, com redução de uso de desinfetantes concentrados e perfumados, redução de panos e tapetes —que devem ser expostos ao sol sistematicamente);

– Deixe a disposição do pet água fresca e renovada;

– Evite exposição de alimentos por mais de duas horas —recolha ou descarte-os;

– Não use perfumes nos animais, nem odorizantes ambientais;

– Mantenha rígido controle dos insetos e parasitas. Use produtos repelentes e parasiticidas sistêmicos —orais ou transdérmicos—, com critério e sob supervisão médica-veterinária;

– Não deixe que seu pet frequente espaços com vegetação —grama ou mato—, com mais de 10 cm de altura e que não esteja exposta ao sol;

– Inspecione os animais —entre dedos, pescoço, virilha e cauda— ao retornar de passeios ou viagens;

– Não deixe plantas tóxicas —azaleia, bico-de-papagaio, comigo-ninguém-pode, crisântemo, dama da noite, lírio, samambaia, entre outras— ao alcance dos pets;

– Busque sempre orientação de manejo de seu animal com seu médico-veterinário e busque o profissional sempre que o pet apresentar alterações de saúde ou de comportamento.

(Foto: Adobe Stock)