Feira de Santana reforça vacinação contra raiva após cão doente morder criança

Por Lívia Marra
– Raiva é doença fatal; saiba mais

A prefeitura reforçou a vacinação dos animais no bairro Baraúnas, em Feira de Santana (BA), após confirmação de um caso de raiva. O cão doente mordeu uma criança, que foi medicada e continua em observação.

A raiva é uma doença fatal, que afeta o sistema nervoso central, e que pode ser transmitida a humanos. Após o surgimento dos sintomas, não há tratamento. Por isso, a vacinação dos animais é a única forma de manter a doença sob controle.

Em Feira de Santana, haverá vacinação dos pets no próximo sábado (16), das 8h30 às 12h, na unidade de saúde.

Segundo informações da prefeitura, ao menos 88 animais já foram imunizados na localidade desde o início da semana.

O caso de raiva canina foi confirmado no último dia 12, após análise das amostras do tecido nervoso do animal.

Esse cão doente mordeu a criança no dia 4 de novembro. A prefeitura diz que ela foi encaminhada a um centro de saúde dois dias depois e já recebeu as três doses da vacina, além do soro antirrábico. A vítima passa bem, mas continua sendo acompanhada pelos médicos.

Antes, o último registro de raiva canina no município havia sido em 2004.

TRANSMISSÃO E SINTOMAS

A raiva é uma doença viral. Morcegos, gambás e macacos doentes podem contaminar cachorros, gatos e humanos.

Mordidas, arranhões ou lambeduras podem transmitir a doença ao homem. Em qualquer dessas situações, a pessoa deve procurar atendimento médico imediato, caso o animal não seja conhecido ou não esteja vacinado.

O período de incubação varia entre alguns dias a vários meses.

Os sintomas variam de acordo com o estágio progressivo da doença. Incluem alterações nas atitudes, desorientação, convulsões, paralisia e salivação excessiva.

Nos humanos, pode ocorrer febre, tontura, dor de cabeça, mal estar, formigamento, pontadas ou sensação de queimação no local da mordida. Com o avanço, a doença acometerá o sistema nervoso central e provocará dificuldade para deglutir, desidratação, paralisia e convulsão, evoluindo para coma e morte.

(Foto: Cão sendo vacinado – Jorge Magalhães/Prefeitura de Feira de Santana)