No Dia do Doador Voluntário de Sangue, saiba por que a doação de sangue animal também é importante

Por Lívia Marra

O Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, lembrado neste sábado (25), também alerta para a importância da doação de sangue animal. Assim como humanos, cães e gatos doentes ou vítimas de acidentes também podem precisar de transfusão –e de doadores.

Tutores podem ficar sossegados. Quando feita de maneira correta, a coleta de sangue não dói além da picadinha e não traz riscos ao doador, uma vez que segue critérios de higiene e de segurança.

A transfusão pode ser indicada em casos como anemia, hemorragia ou distúrbios da coagulação.

Bancos de sangue disponibilizam bolsas a hospitais veterinários em caso de emergência. Segundo o CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), um exemplo é o Laboratório Clínico Veterinário da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu (SP).

Criado em 2009, o banco de sangue consegue, em média, coletar 25 bolsas por mês. “É um volume que está abaixo das nossas necessidades, mas que é crescente devido à maior divulgação da existência do banco de sangue”, disse em entrevista à Revista CFMV a médica veterinária Regina Takahira, do Departamento de Clínica Veterinária da Unesp.

PARA SER DOADOR

Para ser doador, o cão precisa ser saudável –cadelas não podem estar grávidas–, deve estar com o calendário de vacinação em dia, ter no mínimo 25 kg e idade entre um e oito anos.

Ser dócil e paciente também são requisitos.

Para a coleta, os bichinhos passam por exames para atestar que estão em boas condições de saúde. Assim como acontece com os humanos, o sangue doado é estocado em uma bolsa. A validade do armazenamento depende do hemocomponentes retirados.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária, o tempo mínimo recomendado entre doações para um mesmo animal é de dois meses.

Apesar de haver segurança ao doador,  o receptor pode sofrer reações. “É importante sempre fazer o teste de compatibilidade, e o procedimento deve ser  monitorado pelo veterinário para que seja feita  qualquer intervenção, se necessário”, afirma a veterinária Karina Mussolino, da Petz.

POR QUE DOAR?

Os estoques dos bancos –humano e animal– sempre estão baixos, e o problema se agrava em algumas épocas do ano, como no frio, vésperas de feriado ou festas de fim de ano.

Para Debi Aronis, do Movimento Eu Dou Sangue, apesar de os pets serem considerados membros da família, nem todos os tutores se dispõem a levar o animal até um banco de sangue.

Debi afirma que o Movimento surgiu para trabalhar pela doação de sangue humano, mas que, com o tempo, os integrantes perceberam o quanto é importante também para os animais.

“No Brasil, há necessidade de doação o ano todo”, afirma.

Ela lembra que o ideal é escolher um local confiável para fazer a doação e, de preferência, perto de casa –especialmente no caso dos animais.

“Não tenha medo. Você vai se sentir bem fazendo o bem. Isso recompensa a dor da picada”, afirma.

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