Cachorro pode ter febre amarela? Conheça doenças transmitidas por mosquitos

Por Lívia Marra

Mosquitos incomodam, podem provocar doenças e também afetam a saúde dos pets.

Em São Paulo, moradores foram orientados a tomar a vacina contra febre amarela após saguis terem sido encontrados mortos em parques da zona norte da cidade. Os primatas são o principal hospedeiro do vírus da doença, transmitido ao homem por mosquito. Mas qual orientação em relação aos animais de estimação?

Nesse caso, não há risco. Cães e gatos não contraem a doença, segundo Carla Storino Bernardes, veterinária da Cobasi.

No entanto, há outras duas enfermidades graves que podem ser transmitidas aos pets: a leishmaniose e a dirofilariose.

Há prevenção. “Existem produtos em forma de coleira que previnem a picada do mosquito transmissor da leishmaniose em cães que habitam em regiões endêmicas da doença ou que costumam frequentá-las”, afirma Carla. Recentemente também foi aprovado tratamento para a doença –antes, a eutanásia era a única alternativa.

Medicamentos prescritos pelo veterinário podem prevenir a dirofilariose, ou verme do coração. A prevenção é feita através de uso de medicamentos profiláticos mensais que deverão ser prescritos por um Médico Veterinário ou vendedores especializados.

“Essa enfermidade é transmitida por mosquitos, presentes no litoral. O parasita se aloja no coração do bichinho, e os sintomas podem demorar anos para se manifestarem. Outro ponto de alerta é que ela é transmissível aos humanos, podendo provocar problemas pulmonares”, disse Renata Piazera, farmacêutica da Fórmula Animal.

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ALERGIA

A própria picada pode ser um problema para o animal.

“Podem causar muita coceira, irritação da pele e reações alérgicas”, diz Priscila Brabec,  veterinária e gerente de produto da Ceva Saúde Animal.

PREVENÇÃO 

Segundo Carla Storino Bernardes, uma opção para manter mosquitos longe é colocar telas nas janelas ou portas.

“Exames anuais no veterinário são importantes para detectar a presença da doença e evitar a leishmaniose em cães, já que os animais infectados não apresentam sintomas clínicos”, afirma.

Manter janelas fechadas no horário de maior atividade desses mosquitos –final de tarde–, é outra alternativa, de acordo com Priscila.

Ela também orienta a manter em dia a aplicação de produto específico, com ação repelente e inseticida contra mosquitos e flebótomos. E alerta para a importância de acabar com focos de água parada em casa –vale trocar com frequência a água que o pet bebe e lavar potinho.