Cachorrão chama atenção em voo; saiba em quais situações seu cão pode viajar na cabine

Por Lívia Marra

A presença de um cachorro na cabine de um avião da Latam chamou atenção dos passageiros, no mês passado. A imagem do animal sentadinho em uma poltrona foi enviada à Folha por um leitor que também fez o voo noturno entre Miami e São Paulo.

O passageiro, que prefere não se identificar, disse ao blog que, inicialmente, a presença do animal provocou confusão e que ninguém acreditava como havia sido permitido um cão daquele porte viajar e ficar no colo do tutor.

“Imagina abrir a comida ao lado de um cachorro na classe econômica, que é super apertada? E se a dona do cachorro quiser ir no banheiro? E se o cachorro quiser ir ao banheiro e não avisar?”, disse. Segundo ele, a tripulação realocou ocupantes de poltronas vizinhas em outros lugares.

Apesar do desconforto por parte de alguns passageiros e surpresa por outros, não é incomum que cães viagem nas cabines. O Bom Pra Cachorro apurou que, nesse caso, se tratava de um cão de assistência emocional. Eles apoiam e confortam, principalmente, pessoas com diagnóstico de ansiedade ou depressão.

Levar esse tipo de animal na cabine, sem custo, é previsto em resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que também inclui cães-guia. Eles devem ser treinados, estar identificados e precisam usar coleira, mas ficam dispensados de focinheira.

Além disso, algumas empresas aéreas permitem que cães de pequeno porte viagem com o tutor em caixas próprias, acomodados sob os bancos. Em outros casos, animais são transportados no porão da aeronave –as orientações sobre procedimentos podem variar conforme a companhia aérea.

Procurada, a Latam Brasil informou que o serviço de acompanhamento de cão-guia ou de assistência vale para todas as rotas, sujeito às restrições sanitárias estabelecidas pelos países de partida, chegada ou de conexão.

Para isso, o passageiro deve encaminhar uma declaração médica com diagnóstico que indique a necessidade de acompanhamento do animal, entre dez dias e 72 horas antes da viagem, para avaliação.

“O animal de acompanhamento emocional deve estar utilizando coleira ou arnês [uma guia peitoral] no momento da viagem e deve viajar junto com o passageiro, sem obstruir corredores ou saídas de emergência. Nos voos saindo do Brasil, não é permitido que o cão-guia utilize focinheira, mas é recomendável leva-la para precaução”, diz a nota.