No Dia dos Animais, tutores buscam são Francisco por bênção e até para achar cão sumido

Por Lívia Marra
– Saiba mais sobre são Francisco, padroeiro dos animais

 

Dudu, de aproximadamente 1 ano, foi achado na rua e agora tem um lar. Nesta quarta (4), ele e a ‘irmã’ Nina, 5, foram levados ao Convento e Santuário de São Francisco, no centro de São Paulo, pela tutora, Eleonora Miniaci. Em busca de bênção, fiéis e seus pets participaram  de missas para marcar o Dia de São Francisco, padroeiro dos bichinhos –na mesma data é lembrado o Dia dos Animais.

Alguns pediam proteção e agradeciam pela saúde dos animais. Outros suplicavam ajuda do santo, como o caso de Roseli Aparecida da Silva, que levou à igreja uma foto de Beto, 5, seu cão desaparecido desde o dia 17 de junho.

“Estou até doente”, disse ao blog. A tutora conta que soltou o bichinho para passear, com outro cachorro da família –o Junior–, mas ele não voltou para casa, uma chácara em Jundiapeba, Mogi das Cruzes (Grande SP), apesar de estar acostumado com as saidinhas.

“É um filho. Hoje sonhei com ele. Estava com uma turma de cachorros, sujinho, chamei, ele olhou e fui embora com ele.” Roseli afirma que até se mudou porque a casa guarda muitas lembranças de Beto, adotado recém-nascido. “Não aguento. Tudo lembra ele. Ouço ele latir de madrugada e acabo saindo para procurar.”

Com a foto, ela deixou uma cartinha explicando o desaparecimento e pedindo ajuda do santo para recuperar Beto. O cachorro, vira-lata –mistura com poodle– é branco, com orelhas beges e porte médio.

Tatá, 4, e Lolita, 1, são alguns dos cães levados ao santuário para que recebessem a bênção. Pelo mesmo motivo, Penélope, 3, aguardava no colo da tutora, Janice Costa. Moradora do Tatuapé (zona leste), ela disse que soube do evento pela manhã e, no começo da tarde, estava na igreja.

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ADOÇÃO

Durante as celebrações no centro da capital paulista, cães da ONG Clube dos Vira-Latas ficaram expostos para adoção.

Eram quatro irmãos, dois machos e duas fêmeas, de sete meses. Segundo Claudia Demarchi, presidente da ONG, a mãe deles sofreu queimaduras e foi abandonada. Os filhotes nasceram já sob proteção da ONG, que abriga 600 cães vítimas de maus-tratos.

Mariano, Munhoz, Maiara e Maraísa latiam, faziam charme e chamavam a atenção de quem passava por ali. Porém, nenhum foi adotado.

CÃES DA GUARDA

Sadan, 5, Thor, 5, e Grecco, 2, cães da Guarda Civil Metropolitana, faziam a alegria de quem visitava a igreja. Eles, que também receberam a bênção, eram requisitados pelo público para fotos. Muitos não resistiam em fazer um carinho.

O canil da Guarda tem 18 animais. Alguns deles, além de ações de patrulhamento, atuam como cães terapeutas em visitas a hospitais.