Voluntários fazem casinhas de papelão para animais de rua no DF

Por Lívia Marra

Caixas de papelão estão virando casinhas para animais de rua no Distrito Federal.

A iniciativa é de um grupo de amigos, que batizou o projeto como Casinha Aumiga, e conta com a ajuda de voluntários para montar os abrigos.

As casinhas começam a ganhar as ruas e ajudarão os bichinhos a se protejer neste inverno, mas, segundo Daniel Oliveira, um dos idealizadores, o objetivo é manter a ação em todas as épocas do ano e expandir o alcance.

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A ideia é recente, mas já mostra resultados. Oliveira disse ao Bom Pra Cachorro que o projeto nasceu há uma semana. Tudo começou com um grupo de WhatsApp, publicado em uma rede social de Santa Maria, e logo apareceram voluntários.

“Tivemos a adesão de 200 pessoas no grupo e de cara já marcamos o primeiro encontro para confeccionar as primeiras casinhas, que aconteceu na segunda-feira (10), aqui em Santa Maria. Nesse encontro estiveram 30 voluntários, e confeccionamos 27 casinhas, que foram distribuídas em três cidades –Santa Maria e Gama, no DF, e Valparaíso (GO)”, afirma.

Os abrigos foram deixados em paradas de ônibus, terminais rodoviários, hospitais e entre-quadras.

MÃO NA MASSA

Tesoura, cola quente, estilete, fitas, papel de presente para enfeitar e todo material usado para produzir as casinhas foram levados pelos voluntários, que também colocaram as mãos na massa.

O vídeo abaixo, cedido pelo Casinha Aumiga, mostra como são feitas as casinhas:

Quem quiser ser um voluntário ou ajudar com doações de ração ou material pode entrar em contato com os organizadores do projeto pelos tefones (61) 99290-7618 e (61) 99237-0220 ou pela página do projeto em rede social. 

MISSÃO

Oliveira contou ao blog que o pontapé para o projeto foi dado por Juliana Karolynne.

“Somos quatro organizadores do projeto: Juliana, Rebeca, Daniel e Eduarda. A ideia partiu da Juliana, após seu cachorro morrer, e ela entrar em depressão. Para sair do quadro depressivo, ela iniciou uma missão de cuidar dos animais de rua, resgatando e arrumando lares para esses animais.”

Oliveira diz que há alguns anos também atua como protetor e se sensibiliza ao ver animais em situação vulnerável. Por isso decidiu apostar nesse projeto.