Assembleia de SP aprova proposta que restringe o uso de animais vivos em escolas e universidades 

Por Lívia Marra

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (22) projeto de lei que restringe o uso de animais vivos em instituições de ensino. 

Pela proposta, que precisa da sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para se tornar lei, o uso de cobaias fica proibido em escolas e universidades. Ficam liberados, por exemplo,  para uso de terapias –para cura ou melhora do bicho– ou ‘pacientes reais’ –animal doente e que precisa intervenção.

Para o deputado Feliciano Filho (PSC), autor do projeto, há métodos alternativos para o ensino e que evitam o sofrimento –e até morte–  em animais.

“Só se adquire destreza através da repetição. Quando se treina em animais vivos, a repetição acontece poucas vezes, mas quando o procedimento é feito em cadáveres ou manequins, pode ser refeito dezenas de vezes e, assim, o aluno pode se tornar um profissional mais confiante e assertivo”, escreveu o deputado em rede social.

O cachorro Perninha, que ilustra este texto, é um dos símbolos da luta de protetores contra cobaias. Ele foi resgatado pela ONG Cão Sem Dono de uma universidade em Minas, mas mantém as sequelas dos testes realizados –o que originou seu nome.

Perninha foi adotado recentemente.

“É comprovado que o estresse provocado nos alunos, durante os procedimentos com animais vivos, podem prejudicar sua capacidade de aprendizagem, desviando sua atenção dos objetivos da prática. Além disso, a utilização de animais vivos tem o potencial de dessensibilizar o estudante, podendo fazê-lo perder o senso de reverência e respeito pela vida. Por outro lado, a utilização de métodos substitutivos condiz com a formação de profissionais mais sensíveis e humanitários”, diz trecho do texto do projeto anticobaias.