Carnaval, calor, viagem; veja dicas para o bem-estar do pet

Por Lívia Marra
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Tem gente que gosta de aproveitar o Carnaval nos bloquinhos, fantasiado; outros preferem viajar para um lugar tranquilo, mas sempre com o pet ao lado. Seja qual for a opção, o importante é pensar no bem-estar do bichinho.

O tempo quente, a mudança de rotina ou o transporte (leia abaixo) podem afetar a saúde do animal. E, como o verão é um convite a atividades ao ar livre, manter a hidratação é uma das principais preocupações que o tutor deve ter.

Um dos destinos mais procurados com o calor, o litoral é sinônimo de diversão. Mas a combinação areia e água salgada podem provocar problemas de pele, otite e conjuntivite.

Outro risco é a dirofilariose. A doença, também conhecida como verme do coração, pode ser transmitida ao cão por mosquitos contaminados com o parasita.

“Antes, a principal região com esse mosquito era o litoral, mas, hoje em dia, com o trânsito de animais, podemos encontrar a doença mesmo nas áreas ao redor de São Paulo e no interior do Estado”, diz Marcelo Quinzani, veterinário do Hospital Veterinário Pet Care. 

Os sintomas variam, mas os mais comuns são cansaço fácil, tosse, dificuldade para respirar, perda de peso. A doença, apesar de grave, pode ser evitada com tratamento preventivo –por isso o veterinário deve ser consultado antes da viagem.

CALOR

Já viu um cãozinho bem ofegante no calor? Diferentemente dos humanos, eles não transpiram por todo o corpo, mas perdem calor pela respiração. Então, quanto estão ofegantes estão tentando se resfriar –inspiram ar frio e expiram ar quente.

Na praia, no campo, no Carnaval de rua –ou em salão– ou em uma caminhada de rotina, a dica é manter o pet hidratado. Vale oferecer água sempre que possível e um descanso em uma sombrinha.

Entrar em água fria, deitar em chão gelado também são formas de o animal perder calor.

Deixar o animal exposto ao sol ou ambientes muito quentes –e isso envolve salas fechadas ou carro sem ar-condicionado– pode levar à hipertermia.

“É importante que os passeios sejam realizados nos horários mais frescos, evitando sair entre às 9h e 17h”, afirma a Veterinária Carla Berl, diretora do grupo Pet Care de Hospital Veterinário . 

Os sintomas de hipertermia também variam, mas geralmente o animal fica muito ofegante, com a língua para fora, tem dificuldade para caminhar, fica desorientado. Há casos de desmaios e convulsões, com risco de morte.

De acordo com o hospital veterinário, se o bichinho apresentar dificuldade respiratória ou sinais de hipertermia deve tomar banho gelado e ir imediatamente a um especialista.

Outro cuidado é evitar o solo quente para não queimar as patinhas do cachorro.

O tutor pode colocar a mão na calçada ou na areia para sentir a temperatura ou preferir caminhadas em áreas gramadas, mais fresquinhas.

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TRANSPORTE

Nem todo pet gosta de andar de carro, e viagens podem ser um suplício para alguns, especialmente os filhotes, mais suscetíveis a enjoos.

Na hora de pegar a estrada, além do cuidado com a segurança do bichinho, que não deve ir solto no veículo, o tutor deve tomar alguns cuidados.

Um deles é evitar dar água ou comida pouco antes da viagem –assim, pode evitar que ele vomite.

Cães devem viajar em caixa fixada ao cinto de segurança ou fora da caixa, mas preso ao cinto de segurança por travas especificas. Gatos devem ir na caixinha de transporte.

Se a viagem for longa, devem ser feitas paradas a cada 1 a 3 horas. É bom para o animal se esticar, se refrescar, fazer xixi. Não esqueça do ar-condicionado nos dias quentes.

AVIÃO

No caso de viagens de avião, animais de até 10 kg pode ser levados na cabine, em caixa específica. Acima desse peso, deve ir no compartimento de cargas.

Segundo a Pet Care, a recomendação é jejum de ao menos 4 horas antes do transporte. A caixa deve conter tapete higiênico e, no caso de viagens longas, um frasco com água –e comida– deve ser levado do lado externo da gaiolinha.

É importante checar com a empresa aérea todos os requisitos para o transporte –sedar o animal pode ser exigência.

DOCUMENTOS

Em transporte aéreo ou terrestre, cães e gatos devem apresentar atestado de saúde emitido por um veterinário e carteira de vacina atualizada. Pets de até 4 meses de idade ficam dispensados do atestado de vacina anti-rábica.