Água fresca, ventilador, banho morno e mais chances de pulgas em cães; veja dicas para os dias quentes

Por Lívia Marra

O verão começa no próximo dia 21 e, assim como os humanos, cães também sentem os efeitos do tempo quente.

Segundo a veterinária Carla Storino Bernardes, da Cobasi, o tutor deve evitar expor o animal ao sol forte, especialmente das 10h às 16h.

Se essa exposição for inevitável, vale borrifar água para manter a temperatura corporal. E oferecer água sempre limpa e fresca para beber.

No entanto, segundo a veterinária, não é indicado que o bichinho tome bebida ou coma alimento gelado.

Cão de pele clara ou pouca pelagem deve usar protetor solar, já que são mais sensíveis para desenvolver câncer ou outros problemas de pele. Há produto específico para animais e deve ser passado, sobretudo, em áreas mais expostas, como orelhas e focinho.

Sobre a alimentação, não há necessidade de alterar a comida, mas o cão pode comer menos do que em dias frios.

Para refrescar, o ar-condicionado, nunca deve ser muito frio, e sim em uma temperatura agradável ao animal. “Em relação ao ventilador, não há problema em deixá-lo ligado desde que não esteja virado diretamente ao cão”, diz Bernardes.

A incidência de pulgas e carrapatos é maior nessa época. Podem causar alergia e, no caso do carrapato, levar a doenças sérias, que podem provocar a morte do animal.

Por isso, vale fazer a prevenção contra os parasitas e ficar atento a sintomas como irritação na pele, vômito, febre e diarreia.

BANHO

Mesmo em dias quentes, a água do banho deve ser morna. “Não recomendamos banhos em outras temperaturas que não essa”, afirma a veterinária.

E, caso o tutor dê banho em casa, não pode esquece de secar bem o pelo, para evitar problemas de pele.

“Deixar o cão molhado pode acarretar problemas de pele como alergias, descamação e fungos. Caso não queira secar o animal com secador, seque-o muito bem com uma toalha e leve-o para passear para tomar sol, tomando cuidado com os horários, ou antes das 10h ou depois das 16h”, afirma.