Campanha de vacinação contra raiva começa dia 15 em São Paulo

Por Lívia Marra

 

Cão toma vacina (29.mai.12/Folhapress)

Atualização: 05/09/2016 –  Campanha de vacinação antirrábica é prorrogada em São Paulo



A campanha de vacinação para cães e gatos contra a raiva será realizada entre os dias 15 e 28 de agosto na cidade de São Paulo.

A raiva não tem cura, e a vacinação é a única forma eficaz de controlar a doença.

Podem tomar a dose animais sadios, a partir de 3 meses. Durante a campanha, haverá postos em diferentes bairros da cidade.

Segundo a veterinária Maria Cristina Novo Campos Mendes, do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), da prefeitura, os bichinhos que estejam em tratamento, tomando medicamentos, devem esperar a recuperação para serem imunizados. A prefeitura oferece a vacina gratuitamente, durante o ano todo, em 14 pontos da capital paulista.

A veterinária lembra que qualquer medicamento pode dar reações, mas, nesse caso, não costumam ser graves.

“O animal pode ficar febril, jururu, como criança no dia da vacina. Mas o dia é normal. Pode fazer tudo, comer normalmente”, diz.

Além da raiva, outras doenças graves,  como a cinomose, podem ser evitadas por meio de vacinas. Elas, no entanto, são  aplicadas em clínicas particulares.

“O proprietário deve lembrar de vacinar o animal anualmente, e não só quando é filhote”, afirma Mendes.

No ano passado a campanha foi suspensa devido a falhas no recebimento das vacinas, distribuídas aos Estados pelo Ministério da Saúde, mas imunização continuou sendo oferecida em postos fixos.

DIA DA VACINA

Qualquer pessoa pode levar o animal ao posto durante a campanha. Não é necessário apresentar documentos, e o bichinho recebe o certificado de imunização.

Cães devem estar com guia e coleira e, no caso dos grandes ou bravos, focinheira.

Gatos devem ser levados na caixa de transporte, para reduzir o estresse.

FOI MORDIDO?

A raiva afeta o sistema nervoso e é transmitida pela saliva.

“O cachorro, curioso, pode caçar um morcego, por exemplo. Ou a transmissão pode ocorrer pelo contato com outro mamífero doente, como gato ou sagui”, afirma a veterinária.

Mordidas, arranhões ou lambeduras podem transmitir a doença ao homem.

Em qualquer dessas situações, a pessoa deve procurar atendimento médico, caso o animal não seja conhecido ou não esteja vacinado.

Em caso de morcegos encontrados em residências, a orientação  é jogar um balde ou toalha sobre ele e acionar a prefeitura, pelo número 156, para a remoção. “A pessoa nunca deve por a mão”, afirma Mendes.

ESTADO

A organização das campanhas de vacinação é de responsabilidade das prefeituras.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, foram notificados 110 casos de raiva animal em 2015. Já os casos de raiva humana não são registrados desde 2001.

Na cidade de São Paulo, não há casos de raiva humana desde 1981. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o último caso registrado em animais foi em 2011, quando um gato foi contaminado por um morcego.